Quem pode entender o limiar de um abismo?... Estender panos e cortinas por sobre os mundos... Colocar-se a luz da própria incoerência. Aceitar-se coberto de ausências...Quem pode entender os desígnios, se não existem olhos o coração?
Toma-me o amor. De súbito, arrebata-me as grades do peito. Envolve-me com as tuas luzes certeiras...medidas da humanidade.
Salta de mim o momento mais grave. Frente a frente com as transversais. Trilhos de trens que sempre passam em toda a eternidade. Deus!! De nada adianta a minha nudez se eu não souber o que fazer com essa liberdade...
Trabalhar a terra. Ventilar os dias com palavras simples. Escrever outra vez as linhas em branco dos sentimentos pulados. Aqueles que ficaram por dizer e por estender no chão do mundo a verdadeira linguagem da alma.
O limiar de um abismo pode ser uma mera questão de consciência.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
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Um comentário:
Na beira do abismo, entre linhas e trilhos, caminhos; sente-se como se amplia a consciência.
Linda e profunda essa imagem poética. Muito bonito!
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