terça-feira, 31 de maio de 2011

O que um átimo significa...

Tirei do contexto da vida
um átimo da minha eternidade...
Lancei aos céus o olhar de súplica por menos entendimento através de palavras.
Exauri-me de infinitas palavras...mas apenas em relação a esse átimo pra quem eu não tenho palavras plausíveis que traduzam essa fração, flash, um pedaço de raio de luz desta incompreensão que já se tornou crônica.
Trago nas mãos, o átimo desta incompletude que vez ou outra se instala em meus pensamentos feito um dono e muda a direção dos ventos.


Busco o sol de hoje.
Rezo para que todos os dias eu traga esse mesmo desejo de braços dados comigo.
Cuido desse átimo como quem cuida de uma criança órfã.
Nunca consegui estar com esse átimo sob a luz de um sol.
O átimo pode ser um vazio e eu não preciso de palavras que o expliquem. 
Se esse dia chegará...não sei.
Só sei que o cuidado tem outros significados toda vez que destaco esse átimo, esse pequeno pedaço da linha do meu tempo.

terça-feira, 10 de maio de 2011

prece

Viaja por dentro de mim, Deus... 
Meu corpo que, todos os dias tenta se apropriar da sua eletricidade, apaga e acende como um teste de resistencia aos olhos de dentro.

Existe um encadeamento de gestos.
O cérebro anda meio destampado.
Quem eu sou já se foi. 
Sou o agora, renovada.
Aquela que chegou há pouco.
Descobri-me de tanto acreditar que ainda estou viva.
Anda por dentro de mim, Deus.
Teus olhos trazem luzes à escuridão de muitas revelações.

Recobrei o fôlego...
Hoje, tenho cordas e trapézios espalhados em mim...e só a ti que sei das potencialidades,
imploro que entre na minha casa e fique à vontade.

Fica comigo, meu Deus.
Mas não seja mais o relâmpago dos meus dias...
Não seja mais a surpresa boa ou ruim que atravessa a minha porta,
muitas vezes sem bater.
Vem, agora, senhor!
Dessa vez para sempre respirar pelo meu corpo e minha alma.
Acorda comigo nas noites intermináveis que me cegam e 
deixa eu sentir
a música da minha existência.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Amparo Vermelho

...eu posso trazer do mar, as porções dos sais que ungem caminhos...

Temos em nós os orixás e, ao longo da nossa integridade espiritual, aprendemos que cada um deles é um sentimento.

Oxalá jogue suas ervas sobre nossas cabeças e que todos estejamos conscientes de que elas caem sobre nós no seu devido tempo.
Que a falange dos indios esteja sempre a espera de nos acolher. 

Já é chegada a hora de sairmos do ensino primário da natureza. Tudo é em nós...salvo os nossos resgates pessoais.
Não é preciso mais apresentar armas e escudos pra nos dizermos guerreiros.
Eu recolho da terra molhada o unguento da salvação.
Salve todos os meus irmãos vermelhos que me acalentam e conservam suas mãos em meus ombros.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Tudo é o instante...

A Felicidade é o instante...
Que palavras ensolaradas nos orientem:

Achamos que o corpo é uma prisão e que a carne nos cerceia... 
Estamos certos enquanto não aceitamos a consciência elástica e flexível.
Mas a vida que segue... se essa é a que escolhemos, então somos levados a assistir e viver um único e singular processo de abertura...o rompimento das censuras de alguns dos nossos mais arraigados canais. 
Cedemos. Nada se modifica de um momento para o outro. 
Como em um filme, editado quadro a quadro, as imagens se fundem, desfazem-se, desdobram-se em cores nunca antes exploradas...até o instante em que o mundo se abre e ao mesmo tempo se liberta transformando-se no caleidoscópio da nova vida.
Daí surge o que sempre dizemos na qualidade de seres humanos: 
somos merecedores. 
Merecedores somos quando não negamos a vida...seja de que maneira for.

Ainda estamos corpo com todas as medidas 
que traduzem as suas limitações.
Mas quando entendermos e absorvermos a diversidade da luz, 
vamos adiante, acima, cônscios de que Somos... 
no corpo que escolhemos para estar.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Cúpula Geodésica

Os papéis mais finos das mais variadas cores são os que tem a capacidade de tingir as águas claras do mundo. 
Esses papéis se desfazem, misteriosamente, quando imersos nas águas. 

Que conteúdos nos formam e o que verdadeiramente envolvemos em papéis tão finos?

Efêmeros sentidos que mal se formaram  pela pura falta de foco...concentração.
Há tantos mais sob o sol do universo!
Vide, garimpeiros dos amores corriqueiros! 
Vide, adoradores de regras e de vidas normativas...
Existe o confronto entre as águas internas e as águas do mundo.

Volto a refletir sobre a importancia da consciência de uma trilha eterna...
Somos cada um, uma trilha da qual só conhecemos a parte que ficou para trás.

Os sentidos são inauditos  e o tempo não os corrobora. 
Hoje, os sentidos do amor, que ao longo de milhões de anos vem recebendo ramificações de interpretações das mais diversas, nos emudece.
Nos deixa recolhidos em um canto....sozinhos no tempo.
É dessa forma que me vejo...em preces trêmulas.
Não em preces pedintes dessas que clamam a insensatez e a incoerência...
Hoje, sem mais as folhas finas que envolviam a minha essência, restam-me as palavras trêmulas...essas que dizem e pregam a comunhão e a solidariedade entre os povos e com toda a gente.

Que uma imensa cúpula geodésica de vibrações e  raios luminosos de proteção e harmonia, nos surpreenda caindo sobre toda a humanidade...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Quando a Natureza se desloca...

As renovações são sinônimos de revoluções! Entender e decodificar sutilezas como essa, requer muito afinamento com conexões de outras galáxias...

Deixa que eu te diga uma orientação para que os seus olhos busquem mais esclarecimentos.
Os seres que aqui se encontram, neste tempo aparentemente sem nenhum propósito de existir, são convidados por um simples motivo...Passar por aqui....
Não se trata de cairmos no lugar comum de chamarmos Gaya de uma escola. Também não foi dado a nenhum homem, qualquer certeza de que estando aqui, se chegaria a algum lugar maior ou de um outro patamar.

Os humanos, dos quais, um dia fiz parte, são convidados a seguir, não importando por quais caminhos. 
Estes são e sempre serão conquistados e construidos pelos mesmos instrumentos que os homens utilizam para fazer o amor crescer e permanecer dentro deles.

Não existe o porque de apontar o dedo com o objetivo de julgar alguém ou algum coração. 
Todos nós sabemos que a matéria com que é feita a humanidade e o propósito pelo qual ela resiste é dotada de um imenso esforço como sentimento predominante e proeminente.

O grande ser de luz lançou o seu sopro de amor por sobre toda a natureza. Mas não previu e nem depositou sobre ela a sua finitude e o seu momento de renovação. Assim é...
Por tantas vezes nos apegamos ao que ocorre ao largo da grande mãe...Não nos culpemos. A vida quando chega no peito de um homem, não vem em pedaços, como a ser colada feito um mosaico.Quando se lhe abrem as portas, ela chega inteira e completa. Há que se ter olhos de ver.

Deixa que eu te esclareça um pouco mais: nada disso que pronuncio tem a ver com a cronologia dos tempos. Assim como existe o mundo daqui com propriedades específicas e características próprias; outros mundos estão por aí. Átomos e elétrons estão no universo e em todos os centros do universo. Nada, absolutamente nada em nenhum dos mundos, está pronto. Do chão da terra às estrelas do céu, tudo se auto organiza...sái e volta aos lugares de início, de onde supostamente estavam.

É devastador quando a natureza se manifesta através de um deslocamento. 
Mas é igualmente devastador quando os seres de uma civilização inteira deslocam seus propósitos ou suas diretrizes para outros lugares. O paradoxo do inconsciente coletivo. Atentem para essas palavras: mas muito mais devastador ainda é o ser individual...com seus processos cíclicos e seus tantos deslocamentos interiores.
Tudo o que acontece é a soma de milhares de consciências espalhadas como ventos e também como folhas presas às árvores dos mais diversos frutos.

Passar por aqui ou por outros tantos mundos, não se trata de uma expressão vã. Passar, há de ser transmutar, vir a transpôr...
Passar por aqui há de ser um desafio individual de cada homem. 
Para que cada homem decodifique essa expressão da forma como lhe aprouver.
Entender sutilezas como essas requer muito afinamento com outras galáxias. 

Tenha isso como verdadeiro: A sua terra não é a única a existir. 
Sossega os seus olhos do espanto e do susto e aceita 
o que é e o que está por vir.







terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Tudo passa por nós até chegar a mim....

Quem anda por entre os fios das chuvas sem se molhar?

Eu te convido a ouvir o silêncio da natureza!

Em meio a todos os seus movimentos, ela silencia quando a ouvimos.
Sente a temperatura das águas que correm dos céus...
elas descem do corpo do mundo para alimentar as almas dos seres.

Quem resta no meio fio da vida reverenciando a sua própria história, não só egoicamente mas também como a se vitimar pelo enguiço de uma existência, não reconhece o que está ao redor...não sabe do entorno.

Pela sucessão de vivências com o outro e pelo outro, é que reconhecemos a importancia do entorno dentro de nós.
O que se chama auto conhecimento, se inicia pelo convívio com as pessoas mais próximas.
A interação, a qualidade na troca de palavras e gestos, essa qualidade que vai sendo formada pelos tantos processos de humanização que passamos....essa constância, aparentemente interminável, é que  nos faz chegar aos clarões das densas florestas do nosso eu superior.
Uma hora os dias chegam para que possamos descobrir e reconhecer a nossa poção divina.

Eu te convido, se você quiser, a ouvir o silêncio da natureza!