Quem anda por entre os fios das chuvas sem se molhar?
Eu te convido a ouvir o silêncio da natureza!
Em meio a todos os seus movimentos, ela silencia quando a ouvimos.
Sente a temperatura das águas que correm dos céus...
elas descem do corpo do mundo para alimentar as almas dos seres.
Quem resta no meio fio da vida reverenciando a sua própria história, não só egoicamente mas também como a se vitimar pelo enguiço de uma existência, não reconhece o que está ao redor...não sabe do entorno.
Pela sucessão de vivências com o outro e pelo outro, é que reconhecemos a importancia do entorno dentro de nós.
O que se chama auto conhecimento, se inicia pelo convívio com as pessoas mais próximas.
A interação, a qualidade na troca de palavras e gestos, essa qualidade que vai sendo formada pelos tantos processos de humanização que passamos....essa constância, aparentemente interminável, é que nos faz chegar aos clarões das densas florestas do nosso eu superior.
Uma hora os dias chegam para que possamos descobrir e reconhecer a nossa poção divina.
Eu te convido, se você quiser, a ouvir o silêncio da natureza!
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Idas e vindas...
Assim como tantos, sou um espírito que veio em busca de um desenvolvimento interno.
Vim pelos caminhos abertos da mente, preencher os desertos de tantas trajetórias ... tanto as minhas quanto as de alguns ancestrais...
Vim com todos os circuitos energéticos lincados a minha longevidade.
Descobri e redescobri com mãos de grandes emoções, os véus, aparentemente intermináveis da minha ignorância terrena.
No espaço dessa terra em que agora restabeleço mais uma vez as linhas puladas, tive guardado por mim, em prateleiras empoeiradas da infancia e adolescência, a seiva do que sou. Resta dentro de um pequeno pote. Num cantinho, onde levei muitas vidas para reencontrar...
Só há uma certeza. É hora de virar os olhos para si mesmo. Nada nessa vida passa por exercícios..
Encontrar-se, chega em nós como uma reflexão.
O sol nasce todos os dias e todos os dias ele é de uma outra beleza.
Na vida, os merecimentos passam por nomes que construímos ou criamos.
O significado desses nomes pulsam dentro de cada um de nós.
Fé, transformação, encantamento, não podem existir flutuantes no ar que respiramos.
O mundo e a vida não são e nunca foram o que pretendemos...
As palavras, o sublime mistério das palavras que inventamos está no avesso de todas elas.
As respostas residem no avesso da criação... gravadas em seu dorso.
Essa é a verdadeira roda infinita...a fortuna da evolução.
Vim pelos caminhos abertos da mente, preencher os desertos de tantas trajetórias ... tanto as minhas quanto as de alguns ancestrais...
Vim com todos os circuitos energéticos lincados a minha longevidade.
Descobri e redescobri com mãos de grandes emoções, os véus, aparentemente intermináveis da minha ignorância terrena.
No espaço dessa terra em que agora restabeleço mais uma vez as linhas puladas, tive guardado por mim, em prateleiras empoeiradas da infancia e adolescência, a seiva do que sou. Resta dentro de um pequeno pote. Num cantinho, onde levei muitas vidas para reencontrar...
Só há uma certeza. É hora de virar os olhos para si mesmo. Nada nessa vida passa por exercícios..
Encontrar-se, chega em nós como uma reflexão.
O sol nasce todos os dias e todos os dias ele é de uma outra beleza.
Na vida, os merecimentos passam por nomes que construímos ou criamos.
O significado desses nomes pulsam dentro de cada um de nós.
Fé, transformação, encantamento, não podem existir flutuantes no ar que respiramos.
O mundo e a vida não são e nunca foram o que pretendemos...
As palavras, o sublime mistério das palavras que inventamos está no avesso de todas elas.
As respostas residem no avesso da criação... gravadas em seu dorso.
Essa é a verdadeira roda infinita...a fortuna da evolução.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Liberdade
Volita o meu amor pela primeira vez separado do meu corpo.
Paira, feito pássaro que redescobre o seu domínio maior...a eternidade!
Lá se vai o amor na sua plenitude ...a leveza e a suavidade.
Salta do meu peito por um arroubo avassalador da compaixão.
Livrou-se dos ângulos e vértices que o oprimiam.
Abri-lhe as portas do coração.
Aos homens lotados da arenosa crueza das repetições, umas palavras:
Não são os olhos do corpo físico os reais visionários da seiva maior dos sentidos.
Não são as mãos físicas que orquestram gestos maestrinos de uma música somente.
Senhores,
rendam-se....o corpo físico é um instrumento imprescindível a condição terrena.
É exatamente por esse canal que se viabilizam as passagens.
O corpo físico é a caixa de um tesouro real.
O renascimento em todo o seu laborioso processo faz parte de todo esse movimento.
Desmonta, desfaz, entrega, renasce, renasce e renasce até sentir que se renasce de si mesmo...
Até sentir que nessa hora, a dor já ficou para trás...
Até ter a consciência cristalina de renascer na alegria de sucessivas descobertas.
A alegria que se renova, que se desfolha...que se sobressai e, fundamentalmente aquela que acorda todos os dias em nós...essa que chamamos Deus.
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