Volita o meu amor pela primeira vez separado do meu corpo.
Paira, feito pássaro que redescobre o seu domínio maior...a eternidade!
Lá se vai o amor na sua plenitude ...a leveza e a suavidade.
Salta do meu peito por um arroubo avassalador da compaixão.
Livrou-se dos ângulos e vértices que o oprimiam.
Abri-lhe as portas do coração.
Aos homens lotados da arenosa crueza das repetições, umas palavras:
Não são os olhos do corpo físico os reais visionários da seiva maior dos sentidos.
Não são as mãos físicas que orquestram gestos maestrinos de uma música somente.
Senhores,
rendam-se....o corpo físico é um instrumento imprescindível a condição terrena.
É exatamente por esse canal que se viabilizam as passagens.
O corpo físico é a caixa de um tesouro real.
O renascimento em todo o seu laborioso processo faz parte de todo esse movimento.
Desmonta, desfaz, entrega, renasce, renasce e renasce até sentir que se renasce de si mesmo...
Até sentir que nessa hora, a dor já ficou para trás...
Até ter a consciência cristalina de renascer na alegria de sucessivas descobertas.
A alegria que se renova, que se desfolha...que se sobressai e, fundamentalmente aquela que acorda todos os dias em nós...essa que chamamos Deus.
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