quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Amparo Vermelho

...eu posso trazer do mar, as porções dos sais que ungem caminhos...

Temos em nós os orixás e, ao longo da nossa integridade espiritual, aprendemos que cada um deles é um sentimento.

Oxalá jogue suas ervas sobre nossas cabeças e que todos estejamos conscientes de que elas caem sobre nós no seu devido tempo.
Que a falange dos indios esteja sempre a espera de nos acolher. 

Já é chegada a hora de sairmos do ensino primário da natureza. Tudo é em nós...salvo os nossos resgates pessoais.
Não é preciso mais apresentar armas e escudos pra nos dizermos guerreiros.
Eu recolho da terra molhada o unguento da salvação.
Salve todos os meus irmãos vermelhos que me acalentam e conservam suas mãos em meus ombros.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Tudo é o instante...

A Felicidade é o instante...
Que palavras ensolaradas nos orientem:

Achamos que o corpo é uma prisão e que a carne nos cerceia... 
Estamos certos enquanto não aceitamos a consciência elástica e flexível.
Mas a vida que segue... se essa é a que escolhemos, então somos levados a assistir e viver um único e singular processo de abertura...o rompimento das censuras de alguns dos nossos mais arraigados canais. 
Cedemos. Nada se modifica de um momento para o outro. 
Como em um filme, editado quadro a quadro, as imagens se fundem, desfazem-se, desdobram-se em cores nunca antes exploradas...até o instante em que o mundo se abre e ao mesmo tempo se liberta transformando-se no caleidoscópio da nova vida.
Daí surge o que sempre dizemos na qualidade de seres humanos: 
somos merecedores. 
Merecedores somos quando não negamos a vida...seja de que maneira for.

Ainda estamos corpo com todas as medidas 
que traduzem as suas limitações.
Mas quando entendermos e absorvermos a diversidade da luz, 
vamos adiante, acima, cônscios de que Somos... 
no corpo que escolhemos para estar.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Cúpula Geodésica

Os papéis mais finos das mais variadas cores são os que tem a capacidade de tingir as águas claras do mundo. 
Esses papéis se desfazem, misteriosamente, quando imersos nas águas. 

Que conteúdos nos formam e o que verdadeiramente envolvemos em papéis tão finos?

Efêmeros sentidos que mal se formaram  pela pura falta de foco...concentração.
Há tantos mais sob o sol do universo!
Vide, garimpeiros dos amores corriqueiros! 
Vide, adoradores de regras e de vidas normativas...
Existe o confronto entre as águas internas e as águas do mundo.

Volto a refletir sobre a importancia da consciência de uma trilha eterna...
Somos cada um, uma trilha da qual só conhecemos a parte que ficou para trás.

Os sentidos são inauditos  e o tempo não os corrobora. 
Hoje, os sentidos do amor, que ao longo de milhões de anos vem recebendo ramificações de interpretações das mais diversas, nos emudece.
Nos deixa recolhidos em um canto....sozinhos no tempo.
É dessa forma que me vejo...em preces trêmulas.
Não em preces pedintes dessas que clamam a insensatez e a incoerência...
Hoje, sem mais as folhas finas que envolviam a minha essência, restam-me as palavras trêmulas...essas que dizem e pregam a comunhão e a solidariedade entre os povos e com toda a gente.

Que uma imensa cúpula geodésica de vibrações e  raios luminosos de proteção e harmonia, nos surpreenda caindo sobre toda a humanidade...