Nessa hora, as esferas ficaram visíveis com suas tonalidades diversas.
Escadas partiam dos cantos e não eram feitas por degraus inatingíveis.
A carne não mais estava como casa da consciência.
O corpo era feito dos ventos.
Um só com ele...e a hora chegada da aceitação do novo estado.
Mais que compreender, ele estava na transparência de existir...Isso era o início do amor.
A visão era de uma cascata de águas brancas e profundas descendo dos céus.
Não tinha lugar para receios.
Ali, novamente os sinais das transposições.
Ele ia atravessar o caminho das águas.
Um roteiro sem volta e sem dor.
A dor ficou no físico.
Uma consciência conquistada.
Será uma parte do paraíso?
Sem se importar com respostas, as passagens das águas tomavam o momento por inteiro.
Os passos seguiam calmos e reveladores.
A revelação perdera a tradução.
As letras foram se soltando e aos poucos desnudando a propria palavra.
Eis a impermanência!
Tudo passou a vir do centro de um lago de águas da cor de um ouro redescoberto.
Depois de abertos os portais do seu corpo...
depois da passagem pelos portões do grande bosque...
ele continuou viajante
em busca da humanidade
mais fecunda.
domingo, 31 de outubro de 2010
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