quinta-feira, 15 de julho de 2010

...íam sobre nós.

Via pelos campos,
a relva verde clara que lá existia e que nunca ninguém percebia.
As correntes de ar dançavam criando desenhos nas nuvens...densas nuvens claras que íam sobre nós e que nós ou ninguém percebíamos.
Pastos, animais, recantos, jardins do nosso fiel exercício de ascensão.
Subimos no imaginário da dor e a concretizamos como a criar um sobrenome em nós.
Rastros da nossa incoerência a nos acompanhar, ciganos que somos, passageiros das tribos que inventamos.
A música dança nas relvas e se mistura às correntes de ascensões que não vemos e ainda não sentimos.
Frestas, nesgas, portas entreabertas, espalham-se pelos caminhos dourados da consciência que ainda não conhecemos.

Os braços abertos para chuva continuam a espera de que uma condescendência nos invada e nos vista com as roupas suaves da nossa impermanência.
Assim é por todos nós.

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