Vinha pelas mãos a candura dos meus erros...
Vinha pelas mãos as palavras que mentiam...
Vinha pelas mãos os erros mais tênues.
Pelas mãos, hoje, trago a multiplicidade de tons......
Pelas mãos, desenho no ar os gestos de amor.
Por elas, perco os fios e teço a malha da minha eternidade.
Das mãos, deixo escapar a areia fina do deserto do meu peito adolescente...
Saem das mãos as perspectivas que se desenham nos ventos...
Estas que cegam meus olhos e os fazem arder.
Saem das mãos a música que acalento.
Das mãos brotam sementes de coragem e ternura quando relaxo
e me rendo
e me sinto séria
na minha humanidade.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
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